Há pouco publiquei no blog do Data Boar um texto grande: trajetória, RCDD, aviação, firmware, compliance — tudo amarrado na pergunta de por que um scanner de dados sensíveis precisa de tantas “línguas” ao mesmo tempo. Fiz isso no lugar certo para quem chega pelo produto: quem quer ver recorte técnico, posicionamento e a seriedade do que a gente está construindo.
Este lugar aqui, o trilhas em aberto, um caderno pessoal*, é outro contrato.
Não é o site do repositório nem da release. É o caderno onde aceito ser mais eu, com o mesmo rigor de não inventar data nem citar o que não consigo apoiar em evidência, mas com outro ritmo: menos manual de implantação, mais arquivo, erro, decisão e releitura. Se o Data Boar é a oficina aberta na rua, este blog é a mesa da cozinha — onde explico por que ainda estou na obra depois de tantos chapéis.
Por isso não vou colar aqui o mesmo artigo que está no Data Boar. Quem já leu lá não merece ler de novo a mesma coisa; e quem chega por mim pelo pessoal merece saber o que esperar em cada endereço.
No databoar.wordpress.com entram release, deploy, o que o software faz de fato, ADR, integração — o discurso que fala com DPO, TI e auditoria. Aqui eu escrevo o que aprendo enquanto construo: fricção com quem vai adotar, aquela sensação de “falta de especialidade” que a gente carrega no currículo, o hábito de trilha e evidência que veio da infra e do projeto físico, e a decisão de documentar a decisão, não só o resultado. Menos catálogo de credencial, mais um bilhete para o eu do futuro e para quem se reconhece nessa dispersão que às vezes parece bagunça mas é o jeito de trabalhar.
A lição que resume tudo isso — ser multidisciplinar não é ser genérico — está desenvolvida no post longo do Data Boar. Aqui fico só com o gancho: demorei anos para aceitar que “não ser especialista numa etiqueta só” não é mediocridade; é o que eu chamo de pluriespecialismo pragmático: aprofundar em algumas frentes e ter fluência nas outras para ligar o que times inteiros às vezes não ligam. O Data Boar só faz sentido porque o problema real — dado sensível espalhado em banco, arquivo, imagem, binário — não cabe num único rótulo de LinkedIn.
Se você caiu aqui primeiro e ainda não leu aquele texto, ele está neste link A lição que aprendi construindo Data Boar: ser multidisciplinar não é ser genérico. Lá eu conto a trajetória com calma, entro em RCDD, aviação, firmware, na lista do que o scanner exige de verdade, e fecho com GTD, rugby e próximos passos.
Daqui para frente, neste espaço, pretendo posts mais curtos — às vezes um episódio só — e, quando fizer sentido, trazer datas e contexto do arquivo pra não virar só feed da semana. O convite é parecido com o do texto grande, mas em outro tom: se sua carreira também não cabe numa linha só, talvez a gente se encontre na conversa.
GitHub: https://github.com/FabioLeitao/data-boar
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/fabioleitao/
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